Velas brancas em Copacabana
Sunday, June 14, 2015
ECO FEMININO DA VOZ DE CHICO
Eco feminino da voz de ChICO
Chico Buarque canta o mistério das
mulheres. Seria esse mergulho pelos mistérios femininos o segredo da sedução
desses olhos azuis?
Chico Buarque canta o mistério das
mulheres, canta com todo o conhecimento de quem não procura apenas descrever
seus dotes, mas antes disso, interpreta-las, destacar suas qualidades, seus
gestos, sua voz e seu silêncio.
Um voyer da alma feminina que observa e detalha
com a simplicidade que transforma o cotidiano em poesia, a rotina, as crianças
na rua, amor, traição e abandono em melodia com um claro domínio da linguagem,
enriquecendo com um universo de alegorias, metáforas e figuras de pensamentos
as letras que encantam do erudito a mesa de bar.
Talvez o grande sucesso de Chico
nessa viagem ao universo feminino seja o fato de conseguir revelar sua própria
personalidade com elementos femininos. O grande amante das mulheres que se
sentem acolhidas e entendidas consegue expressar o homem em relação a mulher
que faz tudo sempre igual e o coloca no espelho diante do reflexo de um homem
que faz sempre diferente.
Em Folhetim ...CHICO BUARQUE... canta uma prostituta como essas mulheres que
só dizem sim. A mais bonita que se alegra ao canto do seu amado.
Olhos nos olhos revela uma mulher
obediente, mas feliz sem seu amor, amada por outros amores bem mais e melhor do
que antes.
Impressiona com as Mulheres de Atenas, numa doce ironia em versos e
Tereza, com a evolução do romantismo para o amadurecimento e a liberdade
conquistada pela mulher.
O MEU AMOR
ATRÁS DA PORTA
Barbara, Beatriz, Carolina, Cecília, Iolanda, Iracema,
Januária, Joana, Maria, Luisa, Madalena, Renata e Teresa são retratos da mulher
brasileira, a dançarina, galinha, a mais bonita, umas e outras, a que diz sim e
a que diz não, a que vive de amor, as que vivem para o amor, as que estão na
flor da idade, a moça que ta diferente e a biscate, quem te viu quem te vê...
e
Chico canta todas como um homem eternamente apaixonado!!
COM CARINHO COM AFETO
©
Seria esse mergulho pelos mistérios
femininos o segredo da sedução desses olhos azuis?
Thursday, June 11, 2015
SE TODO O MUNDO SAMBASSE SERIA TÃO FÁCIL VIVER
SAMBA
Quem me vê sempre parado, distante
Garante que eu não sei sambar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Garante que eu não sei sambar
Tou me guardando pra quando o carnaval chegar
Vem que passa, Teu sofrer, Se todo o mundo sambasse, Seria tão fácil viver...
Juca foi autuado em flagrante, Como meliante, Pois sambava bem diante, Da janela de Maria, Bem no meio da alegria, A noite virou dia, O seu luar de prata, Virou chuva fria, A sua serenata, Não acordou Maria
Juca ficou desapontado, Declarou ao delegado, Não saber se amor é crime, Ou se samba é pecado, Em legítima defesa, Batucou assim na mesa, O delegado é bamba, na delegacia, Mas nunca fez samba, Nunca viu Maria

Carnaval, desengano, Deixei a dor em casa me esperando, E brinquei de rei, Quarta-feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano, Essa morena me deixou sonhando, Mão na mão, pé no chão e hoje nem lembra não, Quarta-feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão, E uma vontade, De tomar a mão, De cada irmão pela cidade,No carnaval, esperança, Que gente longe viva na lembrança, Que gente triste possa entrar na dança, Que gente grande saiba ser criança.
Mangueira 1998 é Campeã com uma bela homenagem ao genial CHICO BUARQUE, um mangueirense apaixonado, a verde e rosa trouxe prá Sapucaí artistas como: Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Alcione, Cino Corrêa, entre outros...

Carnaval, desengano, Deixei a dor em casa me esperando, E brinquei de rei, Quarta-feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano, Essa morena me deixou sonhando, Mão na mão, pé no chão e hoje nem lembra não, Quarta-feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão, E uma vontade, De tomar a mão, De cada irmão pela cidade,No carnaval, esperança, Que gente longe viva na lembrança, Que gente triste possa entrar na dança, Que gente grande saiba ser criança.
Mangueira 1998 é Campeã com uma bela homenagem ao genial CHICO BUARQUE, um mangueirense apaixonado, a verde e rosa trouxe prá Sapucaí artistas como: Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Alcione, Cino Corrêa, entre outros...
Wednesday, June 10, 2015
GAL
GAL
“Chico Buarque é um dos
grandes compositores deste mundo. Um dos meu preferidos, sem sombra de dúvidas.
Suas composições são de uma beleza rara. Seu charme é incomparável”, derrete-se Gal Costa, para muitos a maior
cantora do Brasil. Ela é uma das famosas que deram os depoimentos sobre o
artista no final desta matéria. "Adoro cantar suas músicas. Viva Chico!
Parabéns e muitos anos de vida e inspiração".
"Te perdoo
Por contares minhas horas, nas minhas demoras por aí, te perdoo, te perdoo quando choras, quando eu choro de rir, te perdoo, por te trair..."
"Não adianta me ver sorrir, espelho meu, meu riso é seu..."
(Djavan)
"Chego a
mudar de calçada quando aparece
uma flor, e dou risada pro grande
amor...mentira..."
Tom Jobim
Olha
Está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não
cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Betinho, que é de Paulinho,
que é de João
Que é de ninguém!
Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou
meu pensamento
Olha, um tico-tico mora ao lado
E passeando no
molhado
Adivinhou a primavera
Olha, que chuva boa, prazenteira
Que vem molhar minha
roseira
Chuva boa, criadeira
Que molha a terra, que enche o rio, que lava o céu
Que traz o
azul!
Olha, o jasmineiro está florido
E o riachinho de água
esperta
Se lança embaixo do rio de águas calmas
Ahh, você é de ninguém!
Olha
Está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Betinho, que é de Paulinho, que é de João
Que é de ninguém!
Está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Betinho, que é de Paulinho, que é de João
Que é de ninguém!
Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou meu pensamento
Olha, um tico-tico mora ao lado
E passeando no molhado
Adivinhou a primavera
Um amor tão puro carregou meu pensamento
Olha, um tico-tico mora ao lado
E passeando no molhado
Adivinhou a primavera
Olha, que chuva boa, prazenteira
Que vem molhar minha roseira
Chuva boa, criadeira
Que vem molhar minha roseira
Chuva boa, criadeira
Que molha a terra, que enche o rio, que lava o céu
Que traz o azul!
Que traz o azul!
Olha, o jasmineiro está florido
E o riachinho de água esperta
Se lança embaixo do rio de águas calmas
E o riachinho de água esperta
Se lança embaixo do rio de águas calmas
Ahh, você é de ninguém!
Saturday, May 30, 2015
LINDO DE MORRER
Demorei, mas voltei!
Para compensar a demora, vou falar dele...do nosso grande poeta, compositor, dramaturgo, romancista, escritor e intérprete Chico Buarque.
É interessante como podemos redescobrir o supostamente conhecido. Quem não conhece Chico Buarque? Ele é daqueles artistas que ficam em nosso imaginário de compositores brasileiros, e que são lembrados pelo resto de nossas vidas.
Chico Buarque não faz chover, mas pelo menos um milagre pode a ele ser atribuído: música e barulho não são a mesma coisa.
("Chico Buarque" Wagner Homem)
Chico Buarque fez a diferença...É como passar horas apreciando belas histórias.
Friday, May 29, 2015
Saturday, May 23, 2015
TOM
|
Pensou em trabalhar como arquiteto, chegando a cursar o primeiro ano da faculdade e até a se empregar em um escritório, mas logo desistiu e decidiu ser pianista. Tocava em bares e boates em Copacabana, como no Beco das Garrafas no início dos anos 1950, até que em 1952 foi contratado como arranjador pela gravadora Continental, onde trabalhou com Sávio Silveira. Além dos arranjos, também tinha a função de transcrever para a pauta as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical.
Canção do Amor Demais, Chega de
Saudade e Eu Não Existo sem Você representam a consolidção bossa nova..
Tom foi um dos destaques do Festival de Bossa Nova. Compôs, com Vinícius, um
dos maiores sucessos e possivelmente a canção brasileira mais executada no
exterior: Garota
de Ipanema. Nos anos de 1962 e 1963
a quantidade de “clássicos” produzidos por Tom é impressionante: Samba do Avião, Só Danço Samba (com Vinícius), Ela é Carioca (com Vinícius), O Morro Não Tem Vez,
Inútil Paisagem (com Aloysio), Vivo Sonhando.
Com a faixa-título, Triste,
Lamento, entre outras instrumentais), participou de festivais no Brasil,
conquistando o primeiro lugar no III Festival Internacional
da Canção (Rede Globo),
com Sabiá, em parceria com Chico Buarque.
"Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque de Hollanda merecem o nosso respeito. A nossa função é fazer canções; a função de julgar, nesse instante, é do Júri, que ali está" (e ao afrontar assim o público, foi vaiado estrondosamente, também. Ao que ele reagiu esperando o final dos apupos, para deixar uma alerta e lição ao público) (...). Tem mais uma coisa só: pra vocês, que continuam pensando que me apoiam vaiando... (o público inicia um coro de "é marmelada!") (...). Olha, tem uma coisa só: a Vida não se resume em Festivais!" ![]() Em 1987, lançou Passarim, obra de um compositor já consagrado, que pode desenvolver seu trabalho sem qualquer receio, acompanhado por uma banda grande, a Banda Nova. Além.E da faixa-título, Gabriela, Luiza, Chansong, Borzeguim e Anos Dourados (com Chico Buarque) são os destaques.
Folha de S. Paulo - 18/06/94
Jobim chama compositor de "gênio da raça" O compositor Tom Jobim, que Chico Buarque qualifica de "mestre soberano" na canção "Paratodos", rende reverência ao seu "discípulo".
Sensibilizado com a homenagem, Jobim retribui com eloquência: "Para o
Brasil, é uma coisa muito boa ter um Chico Buarque. Ele é um gênio da raça,
depositário da cultura popular brasileira. Grande poeta, grande músico,
grande letrista, grande escritor, grande tudo."
"Eu nunca pretendi
ser mestre de ninguém. Nem formado sou. Abandonei Arquitetura no primeiro
ano, Chico, no último. Nem topógrafo, como ele, posso ser."
Mas Jobim não nega a ascendência sobre o compositor. "Chico bebeu em todas as fontes, Pixinguinha, Noel Rosa, Vinícius de Moraes, mas devo ter influenciado um pouquinho." "Quando escuto meus garotos, que já são esses cinquentões como Chico, Caetano e Gil, alguma coisa lembra a minha música. Para mim, essa é a nova geração. Depois, vou perdendo o referencial." O compositor recorda 11 parcerias com Chico, "alguma coisa mais para filmes, outra que eu esqueço". "Mas o Chico não precisa de mim para nada. Fui eu quem o procurou há um quarto de século para botar letra em uma música que ia concorrer no Festival Internacional de Canção", lembra. "Sou um parceiro bissexto. Chico é um homem muito ocupado, eu também. "Minha relação com Chico é muito mais de amizade do que puramente musical."
ANOS DOURADOS
(1980 © - Marola Edições Musicais Ltda).
Grande parte das canções de Chico Buarque é feita por encomenda. Filmes, peças de teatro, balés são a verdadeira “inspiração” do artista. Escrita a peça, feito o copião do filme, a encomenda é entregue ao compositor. Mas ele avisa: “Eu sou confiável, mas o compositor não é”.
Ou seja, o texto é escrito, o filme, filmado e a trilha, simplesmente, não fica
pronta. Não por desídia, desleixo ou negligência do compositor, defende-se
Chico, mas por dificuldade mesmo de fazer a letra, a canção.
Os parceiros mais chegados já conhecem a peculiaridade do amigo. É famosa a história de “Wave”. Tom Jobim enviou-lhe a melodia da canção. Passado algum tempo, cobrou o parceiro, que, encabulado, reconheceu que só conseguira escrever
Com a canção
“Luiza”, ocorreu o mesmo. Mais um branco de Chico, que se esquivou com o
argumento de que o melhor letrista de Tom Jobim era Tom Jobim.
Até mesmo o grande Astor Piazzola foi vítima do compositor. No início dos anos
70, o maestro argentino mandou uma música para Chico pôr a letra. O letrista
agradeceu a preferência e nunca mais deu as caras.
Passados os anos, já em meados da década de 80, Piazzola, que nem se lembrava mais da própria música, veio participar do programa “Chico e Caetano”, na TV Globo. Animado com a presença do argentino e a possibilidade de concretizar a parceria internacional, Chico Buarque prometeu que, finalmente, colocaria a tão esperada letra na já esquecida melodia.
Com a animação do letrista, animou-se o
maestro, que pôs-se, imediatamente, a ouvir a fita e trabalhar no arranjo. Na
semana seguinte, já no estúdio, Piazzola recebeu a notícia de que Chico se
atrasaria, pois estava jogando futebol. E pior: não conseguira fazer a letra.
O argentino ficou fulo. Não sabia do histórico do possível parceiro. Sentiu-se desrespeitado. Julgava que fosse desleixo. Não entendia como um compositor com a tarimba, a experiência de Chico Buarque, simplesmente, não conseguia colocar letra em sua música. Amigo de ambos, Tom Jobim se divertia com a situação, botando mais lenha na fogueira e, aos risos, depreciava o parceiro preguiçoso: “O Chico é assim mesmo, ele fica jogando futebol ...”. Só a zombaria do maestro brasileiro foi capaz de acalmar o ânimo caliente do argentino. Vê-se, portanto, que Tom era gato escaldado, mas não temia água fria. Tanto assim que, ao receber encomenda da TV Globo para compor a trilha de abertura da minissérie “Anos Dourados”, imediatamente, pediu a Chico que fizesse a letra.
Meses depois, Jobim
assistia à estréia do programa, com sua música na abertura. Sem letra.
Chico Buarque, perna
avariada no futebol, viu-se obrigado a acompanhar a trama na telinha. Em vão. A
letra não saía.
Saiu do ar o
programa e a letra saiu.
O letrista veio com
nova e esfarrapada desculpa: “Eu não atrasei, a minissérie é que foi
precipitada”.
Talvez a demora se explique
pelo preciosismo do autor.
Na exposição "Chico Buarque - O tempo e o Artista, com curadoria de Zeca Buarque Ferreira, sobrinho do homenageado, a letra de "Anos Dourados" é exposta, praticamente pronta, datilografada, batida à máquina, com algumas alterações feitas à mão. Dentre elas, a substituição do artigo indefinido “um”, pelo definido “o”, quando se afirma que “é desconcertante rever o grande amor”. Um grande amor qualquer diria, sem dificuldades, "Teus beijos nunca mais". Não deixaria confissões no gravador, nem viveria insanos dezembros dourados.
A isto, um grande
amor não se presta. Só o grande amor é capaz.
E de fazer esta
distinção, Chico Buarque. Ainda que demorem alguns dezembros.
(blog por trás daletra)
IMAGINA CHORO BANDIDO Em 1992 foi enredo da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Seu último álbum, Antônio Brasileiro, foi lançado em 1994, pouco antes da sua morte, em dezembro, de parada cardíaca, quando estava se recuperando de um câncer de bexiga no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque. Longa é a arte tão breve a vida... "Antônio Carlos Jobim era doutor honoris causa pela Universidade Nova de Lisboa / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, por volta de 1991. O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi renomeado Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antônio Carlos Jobim junto ao Congresso Nacional por uma comissão de notáveis, formada por Chico Buarque, Oscar Niemeyer, João Ubaldo Ribeiro, Antônio Cândido, Antônio Houaiss e Edu Lobo, criada e pessoalmente coordenada pelo crítico Ricardo Cravo Albin. |
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